domingo, 14 de agosto de 2011

♥ Um Chamado Eterno




UM CHAMADO ETERNO


"O título pai é sagrado e eterno. É significativo notar que de todos os títulos de respeito, honra e admiração dados à Divindade, Ele nos tenha pedido que O chamemos de Pai."

Paternidade é liderança, a mais importante forma de liderança. Sempre foi assim e sempre será assim. Pai, com o auxílio, conselho e incentivo de sua companheira eterna, você preside o lar. Essa não é uma questão de quem é mais digno ou melhor qualificado, mas, sim, de lei e designação. Você preside na mesa de refeições, na oração familiar. Você preside na reunião familiar; conforme orientado pelo Espírito do Senhor, você cuida para que seus filhos aprendam princípios corretos. Sua função é dar orientação a toda a vida familiar.¹

Pais, vocês têm um chamado eterno do qual não serão jamais desobrigados. Por mais importantes que sejam, os chamados na Igreja são temporários por sua própria natureza; depois de algum tempo, vem a desobrigação. O chamado de pai, porém, é eterno, e sua importância transcende o tempo. É um chamado tanto para esta vida quanto para a eternidade.

O Presidente Harold B. Lee disse, com razão, que "o trabalho mais importante que vocês [pais] farão pelo Senhor será dentro das paredes de seu próprio lar. O Ensino familiar, o trabalho do bispado e outros deveres são todos importantes, mas o trabalho mais importante é realizado dentro das paredes de seu lar."
(Strengthening the Home, folheto, 1973, p. 17.)

1. Manual do Aluno do curso de Casamento Eterno, Página 202.

(Artista da Imagem: A.R. Kennington - Pinturas à venda.)


Dedico esta postagem, em especial, para meu PAI, Daniel dos Santos Lima.

domingo, 8 de maio de 2011

♥ Minha Mãe Me Disse


Minha Mãe Me Disse
- Élder Bradley D. Foster - 


Meu bom amigo, Don Pearson, contou-me uma experiência pessoal que ressalta [a influência das mães]. Certa noite, seu filho de quatro anos lhe pediu que lesse uma história antes de dormir. Eric escolheu seu livro favorito, As Aventuras do Porquinho Paddy no Balão, que narrava a história de uma família que morava nas ilhas do mar e viajava de ilha em ilha em um grande balão. Era um livro só de gravuras sem texto, por isso o irmão Pearson inventou as palavras da história.
   "Paddy está em um grande balão. Ele está descendo em uma ilha agora. Está jogando um fio de linha lá do balão."
   Eric o interrompeu. "Pai, não é um fio de linha", disse ele. "É uma corda." 
   O irmão Pearson olhou para o Eric e depois voltou ao livro de gravuras e prosseguiu: "Paddy está saindo do balão e descendo pela árvore. Oh, não! Seu casaco ficou preso em um galho!"
   Eric o interrompeu de novo. "Pai, não é um casaco. É uma jaqueta."
   A essa altura, o irmão Pearson estava meio intrigado. "Eric", disse ele, "não há palavras neste livro, só gravuras. Por que você insiste que é uma jaqueta?"
   Eric respondeu: "Porque a mamãe me disse".
   O pai fechou o livro e perguntou: "Eric, quem você acha que tem a última palavra, quem é a autoridade máxima desta casa?"
   Dessa vez, Eric pensou cuidadosamente antes de responder: "É você, pai".
   O irmão Pearson abriu um grande sorriso para o filho. Que resposta magnífica! "Como é que você sabe disso", perguntou ele.
   Eric respondeu rapidamente: "A mamãe me disse".
   
Declarou o Presidente James E. Faust
"Não há bem maior em todo o mundo do que a maternidade. A influência da mãe na vida de seus filhos é incalculável".

-

Volta e flui para trás, ó maré dos anos,
Fatigado estou dos labores e das lágrimas (...)
Cansado da futilidade, da sordidez, da falsidade.
Mãe, ó mãe, meu coração clama por ti! (...)
Em meu coração, nos dias que se passaram,
Nenhum amor brilhou tanto quanto o amor materno;
Ninguém como a mãe pode afastar a dor
Da alma enferma e da mente fatigada do mundo.
Meus olhos pesam com a serena paz do sono;
Embala-me, ó mãe, embala-me para dormir!

("Rock Me to Sleep", The Family Library of Poetry and Song, org. William Cullen Bryant, 1870, pp. 190-191).

(Discuro na Íntegra - "Minha Mãe Me Disse" - Élder Bradley D. Foster, A Liahona Maio de 2010, Páginas 98-100).

(Artista da Imagem: A.R. Kennington - Pinturas à venda.)

sexta-feira, 18 de março de 2011

♥ Como Desenvolver Nossos Talentos



    A postagem abaixo é um discurso sobre "Como Desenvolver nossos talentos", que foi dado na reunião sacramental de minha ala, no dia 26 de Dezembro de 2010, pela irmã Solange B. Rodrigues
Ela foi, por alguns anos, minha Presidente das Moças na ala e, por último, antes de eu ir para a Sociedade de Socorro, minha professora da Escola Dominical. 
Sempre admirei a capacidade que ela possui de ensinar com clareza. Também admiro a facilidade e determinação que ela tem de apreciar coisas simples e, no que se refere às pessoas, de elogiá-las. Me tocou muito, no discurso, os muitos talentos citados por ela, muitos dos quais nem pensamos ser considerados talentos. 
Neste domingo passado, dia 13 de Março de 2011, eu estava usando o vestido que minha mãe havia feito para mim durante a semana. Terminada a reunião sacramental, dirigi-me à sala onde dou aula para os Valorosos. Já estando com a porta fechada e me preparando para iniciar a aula, a Solange bateu em minha porta, pôs a cabeça para dentro e simplesmente elogiou meu vestido, com um sorriso e se retirou. Foi algo simples mas, significativo. Naquele momento lembrei do discurso que há mais de 3 meses eu havia pedido à ela. 

Aqui está ele:


Como Desenvolver Nossos Talentos
- Solange Bortolossi Rodrigues -

    Todos nós temos talentos. Assim mesmo, no plural. Podem acreditar nisso! Talento não é somente aquilo que atrai aplausos de multidões. Talento é tudo aquilo que fazemos bem feito.


Vamos aos exemplos:


- Varrer com cuidado a casa, limpando bem todos os cantinhos;
- Preparar refeições nutritivas e variadas;
- Pesquisar bem para os trabalhos escolares;
- Lavar bem a louça;
- Preparar aulas interessantes;
- Arrumar a cama, deixando o lençol bem estendido;
- Dizer palavras amáveis;
- Contar histórias divertidas para as crianças;
- Ser um aluno atencioso;
- Ser um professor amigo;
- Ser uma mãe ou pai amoroso;
- Ser um filho prestativo;
- Sorrir sinceramente;
- Trabalhar com disposição;
- Cantar alegremente;
- Costurar com capricho.


Ainda não reconheceram seus talentos? Dá para continuar:


- Tocar muito bem um instrumento;
- Fazer Origami;
- Desenhar;
- Bordar;
- Saber cortar a grama;
- Secar bem a louça;
- Ser um motorista disciplinado;
- Ser um irmão generoso;
- Ser um pacificador;
- Etc...


Podemos fazer a nossa lista pessoal  e escolher quantos talentos queremos desenvolver. 

Vamos então aos passos necessários:


Primeiro:
   Devemos descobrir os nossos pontos fortes, analisar as coisas que gostamos de fazer e as que podemos adquirir. Porque desenvolver talentos também é aperfeiçoar aquilo que já realizamos diariamente. Quando fazemos algo bem feito a tarefa mais simples pode se transformar em arte, pois será apreciado e admirado por alguém, ainda que seja só a nossa família, ou ainda que dê satisfação apenas a nós mesmos.


Segundo: 
   Dependendo do talento que buscamos adquirir, será necessário fazer cursos específicos para nos aprimorar, ou pedir ajuda a alguém que conheça o assunto. Algumas coisas precisam apenas ser praticadas com cuidado e dedicação para que se transformem em talentos.


Terceiro:
   Perseverar no aprendizado. Talento é você se destacar em alguma coisa. Alguma coisa que fazemos. Isso exige ação. Para ser um grande pai ou mãe, ou um grande filho, precisamos fazer algumas coisas, precisamos agir para sermos reconhecidos como tal.
Observação:  "Grande", mencionado, refere-se ao sentido de extraordinário, surpreendente, notável, não no sentido de tamanho.


Talento = Ação = Trabalho.


Jamais teremos um talento sem trabalho. 
Pensem no que devemos fazer para ter esses talentos:


- Ser um grande amigo, um grande irmão, uma grande cozinheira, um grande líder, um grande bispo, uma grande costureira, uma grande enfermeira, um grande jogador de futebol, de tênis, de futebol de botão, de xadrez...
Tudo envolve ação, ou seja, trabalho. E, com paciência, disposição, envolvimento, compromisso, amor e boa vontade.


Russell M. Nelson disse:

 "A paciência e a perseverança fazem parte de nosso progresso eterno."
Sobre a importância de trabalhar em todas as coisas para nos desenvolver, Neal A. Maxwell falou: "[Somos] filhos de Deus [e] estamos aqui temporariamente. [...] Fomos convidados a trilhar o caminho de volta ao lar celestial. Lá, não só a profissão de agente funerário será obsoleta, muitas outras o serão. Porém, a capacidade de trabalhar e trabalhar com sabedoria jamais se tornará obsoleta e nem a capacidade de aprender."


Quarto:
   Ter humildade e gratidão. Humildade para usar bem nossas capacidades, sem ostentação, mas para ajudar e alegrar a nós e aos outros. Com nossos talentos, contribuímos para a beleza e a ordem no mundo. E gratidão ao Pai Celestial que é quem nos concede os talentos. Quando os usamos bem, fazemos por merecer mais dons e talentos. Se não os usarmos, nós os perdemos. 
Jamais os usemos para competir ou parecer mais que os outros. Nossa vida não deve ser um livro de competições, mas um livro de sabedoria. Buscar talentos com a intenção de superar os outros é cometer um erro.


"Portanto quisera que fôsseis perfeitos, assim como eu ou como o vosso Pai que está nos céus é perfeito." 
(3 Néfi 12:48)

Elder Jorge F. Zeballos, dos Setenta disse: "O mandamento de tornar-nos perfeitos como Ele incentiva-nos a alcançar o melhor que há em nós, a descobrir e desenvolver os talentos e atributos com que fomos abençoados por um amoroso Pai Eterno, que nos convida a atingir nosso potencial como filhos de Deus."


Resumindo:
Para desenvolver nossos talentos:
Descobrir as coisas que gosto de fazer e as coisas que posso melhorar;
Fazer cursos específicos, me aprimorar, ou pedir ajuda a alguém;
Perseverar no aprendizado e usar os talentos para ajudar ou alegrar as pessoas;
Ser humilde e grato ao Senhor, pois Ele nos concede as capacidades.


Que possamos buscar a excelência naquilo que fazemos, principalmente junto de nossa família, de nossos amigos e na Igreja. Que possamos fazer de nossa vida uma obra-prima.

terça-feira, 1 de março de 2011

♥ "O Que Você Está Atraindo?"



"Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis." 
(Provérbios 31:10)

   Existe um composto químico que atrai os mosquitos chamado álcool de cogumelo. Se eu ficar numa área externa e aplicar esta substância nos braços, não vai demorar até que eu atraia muitos mosquitos. Se houvesse um urso perto de onde estou acampada, eu poderia atraí-lo deixando minha comida do lado de fora. Da mesma forma, se eu estivesse nadando no oceano a menos de 2Km de um tubarão, seria muito fácil atraí-lo até mim com apenas algumas gotas de sangue.
  Vestir-se sem recato também pode atrair o perigo para nós. Quando você veste uma roupa justa ou uma saia curta pensando que te acharão atraente, você pode estar atraindo algo, mas não será admiração, respeito ou amor. 
 Vestimentas e atitudes não recatadas atraem apenas maus pensamentos, desrespeito e cobiça. Estas coisas prejudicam [o] senso de valor e fazem com que se sinta vazia e sem paz. Mas, vestir-se sem recato também pode trazer perigo para os outros. 
  As escrituras dizem: "Aquele que olhar uma mulher para a cobiçar negará a fé e não terá o Espírito." (D&C 42:23)
  Em Doutrina e Convênios lemos: "a virtude ama a virtude; a luz se apega à luz."
  Assim como as flores e as árvores atraem belos pássaros e borboletas, sendo recatadas e virtuosas atrairemos coisas boas até nós. A luz atrai coisas muito diferentes do que a escuridão. 
 Uma moça que é virtuosa e cheia de luz encontrará admiração, respeito, estima, paz, confiança e alegria. O recato e a virtude fazem com que tenhamos um profundo senso do nosso valor como filhas de Deus, amadas e sagradas.

Texto extraído do vídeo: "Virtude", por Deseret Brasil. Para visualizar o vídeo original no Youtube, clique aqui ou, clique no título desta postagem.


(Artista da Imagem: A.R. Kennington - Pinturas à venda.)

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

♥ Lições Por Trás das Grades



Lições Por Trás das Grades
Aprendi muito com nossos 'hamsters'
Por Kathleen Gibson


   A história abaixo foi deixada como mensagem por minha mãe, em uma noite familiar, aqui em casa. Foi tirada da Revista "Seleções", edição Outubro de 2001, páginas 115-117. Ela é marcante pra mim por dois motivos em especial: Primeiro, por minha família e eu já termos tido 3 hamsters de estimação em casa, sendo assim, me identifiquei com os fatos contados, até mesmo o local de enterro dos nossos bichinhos  é exatamente o mesmo que a autora conta que foram com os dela; Segundo, por mostrar que, até em coisas aparentemente simples, há na verdade, um profundo significado e oportunidade de aprendizado, mesmo em se tratando de hamsters, que para muitos, é apenas um animalzinho que passa parte do tempo 'girando em uma rodinha' para queimar suas calorias.
Homenagem a nossos três Hamsters que já vieram a falecer: [Lizst, Elise (Lise) e Gordão (Ou, para alguns: Lizst II)].


A História:


   Quando eu estava na 4ª série, a professora precisou dar um lar a Mimi, a Hamster da sala de aula, e meus pais foram os únicos que concordaram. Mimi acabou sendo a primeira de uma longa sucessão desses minúsculos roedores - primeiro, meus; depois, de meus filhos.
   Agora mesmo uma está dormindo sobre o piano, aninhada na cama de cedro perfumado por trás das grades azuis da gaiola. Meus alunos de música capricham nas escalas, muitos na esperança de acordá-la, mas, além dos dois olhos escuros e brilhantes e do nariz cor-de-rosa sempre a tremer, não conseguem ver muito dela. E há pouco mesmo para se ver: o equivalente a duas colheres de sopa cheias. Ela é um hamster siberiano que ganhei de meu filho de 19 anos, ocupado demais para atender às poucas necessidades do animalzinho.
   Ele a chamava de Rob, mas para mim ela é Petite Sonatine Chantée Dolce Vivace. Traduzindo: pequena canção cantada com doçura e rapidez. Tina, para encurtar. É provável que seja nossa última, pois os meninos planejam sair de casa em breve. Vou então aproveitar a companhia dela. Seu ninho vai preencher um canto vazio do meu.
   Nem sempre foi fácil ter hamsters. Não demorei a aprender a identificar o choro de quando uma das crianças abria a gaiola para dar um olá e encontrava o bichinho rígido e frio. Com o tempo, elas vieram a aceitar a tristeza da morte dos amigos como um preço a ser pago pelo prazer de sua companhia.
   'Hamsy' (o primeiro) era excepcional em todos os sentidos. Curioso e dócil, recebia as visitas com uma inspeção cuidadosa e a pata delicada estendida entre as grades. Era especialista em roer os fios torcidos que prendiam a porta e depois sair correndo em busca de liberdade. Três dias foi seu recorde. Já tínhamos desistido de procurá-lo, quando descobrimos que ele estava vivendo no armário sob a pia do banheiro. O lugar estava tomado por páginas rasgadas de catálogos de lojas, migalhas de torrada, pedaços de fraldas, ervilhas secas e uma reluzente bola de gude azul.
   Ele voltou para a gaiola de bom grado e deixamos que ficasse com a bola de gude. Não foi preciso imaginar como ele transportara o objeto. Hamsy era um devorados de amendoins. Uma vez, ficamos observando enquanto enchia as bochechas com seis deles, inteiros. Depois da fuga e da recaptura, ele passou a se balançar pendurado no alto da gaiola, como um macaco, primeiro para pegar os amendoins que deixávamos ali, depois por simples prazer.
   Quando hamsy morreu, realizamos um funeral. Preparamos o pequeno caixão e enterramos o  corpo atrás da igreja. Meu marido fez as preces e os meninos não tentaram esconder a tristeza. O menor não ficou nem um pouco consolado com as palavras de agradecimento do pai pela curta vida do animal.
   Na semana seguinte compramos Hamsy II, e essa passou a ser a regra. Toda vez que um hamster morria, fosse pela idade avançada, por doença ou ainda com uma pequena colaboração do cachorro, comprávamos outro. Calculo que eu tenha convivido com uns 20 hamsters nas últimas décadas. Durante esse tempo, já os considerei desde criaturas adoráveis e inteligente até diabólicas pragas noturnas. Hoje, entretanto, detenho-me para examinar como suas breves e radiantes vidas inspiraram a minha.
   Com eles aprendi que pequeno não quer dizer estúpido, e que bonitinho nem sempre significa bonzinho. Também descobri que as vidas curtas às vezes são as mais doces, que a liberdade tem um preço alto e que armazenar mais do que se utiliza resulta em desperdício desnecessário.
   Agora entendo que há momentos em que estar enclausurado é preferível às alternativas, mas que, se uma porta se abre, é melhor ser rápido e agir. Compreendi que um salto arriscado pode nos fazer aterrissar em mandíbulas ferozes, mas também que quem nada arrisca, nada alcança. Percebi que a liberdade sem fronteiras traz infortúnios e que é possível transformar inimigos em amigos.
   A cada semana, esses animais me fizeram ver que, quando nossa casa é destruída, é melhor começar a reconstrução de imediato, com fervor e dedicação. Noite após noite, ensinaram-me que temos mais sucesso em nossas tarefas quando todos estão dormindo. Também me mostraram que, embora a vida possa ser um moinho, isso não significa que devamos parar de correr, e que o moinho pára se decidirmos saltar dele.
   Quando tento subir na vida cada vez mais alto e mais rápido, visualizo a gaiola dos hamsters e lembro que às vezes escadas são apenas escadas, e que andar depressa não serve de nada se não temos aonde ir.
   Mais importante ainda: descobri que, quando a vida ergue à nossa volta, podemos aprender a nos balançar nelas.


Ilustração Central: GENEVIÈRE LUSSIER.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

♥ A Melhor Meta Para o Ano


A Melhor Meta Para o Ano:
Aproximar-se cada vez mais do Salvador.


    Um homem morreu, ressuscitou e estava esperando numa sala para ser entrevistado. Um outro homem estava na frente dele na fila de espera. Abriram a porta, o homem entrou e fecharam a porta. O homem do lado de fora podia ouvir a conversa do outro lado da porta. O entrevistador disse: “Quero que me diga o que sabe sobre Jesus Cristo.”
“Bem, Ele nasceu de Maria em Belém; viveu trinta e três anos, tendo passado os últimos três anos organizando Sua igreja, escolhendo Apóstolos, e dando-nos o evangelho para guiar nossa vida.”
O entrevistador interrompeu-o e disse: “Sim, sim, tudo isso é verdade, mas quero que me diga o que sabe sobre Jesus Cristo.”
“Bem, Ele sofreu e morreu para que pudéssemos ter a vida eterna. Três dias depois, ressuscitou para que retornássemos à presença do Pai Celestial.”
“Sim, sim, é verdade, mas quero que me diga o que sabe sobre Jesus Cristo.” 
O homem, um tanto perplexo, continuou: “Bem, Ele restaurou o evangelho em sua plenitude na Terra por intermédio de Joseph Smith, reorganizou Sua igreja, deu-nos templos para que pudéssemos salvar nossos mortos e ordenanças para nossa salvação e exaltação.”
O entrevistador interrompeu-o novamente e disse: “Tudo o que me disse é verdade.” O  homem foi então convidado a retirar-se. Em seguida, abriram a porta e o segundo homem entrou. Ao aproximar-se do entrevistador, caiu de joelhos e clamou: “Meu Senhor, meu Deus."
-
“Ele quer que nos acheguemos a Ele como somos. Não temos que ser perfeitos. Enquanto Jesus estava na Terra, conviveu com publicanos e pecadores e os discípulos perguntaram por que se associava a eles, ao que Jesus deu uma simples e bela resposta: ‘Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes.’ (Marcos 2:17.) O Senhor não espera que nos curemos de nossas imperfeições para nos aproximarmos Dele, mas que nos acheguemos a Ele com essas imperfeições e Ele nos ajudará a vencê-las. O Senhor nos ama e quer que sobrepujemos o pecado, e nos ajudará quando exercermos nosso livre-arbítrio. Devemos iniciar o processo de arrependimento e lutar com todas as forças para sobrepujar nossas fraquezas.” 
[Gospel Doctrine (Doutrina do Evangelho), Curso de Estudo para os Quóruns do Sacerdócio de Melquisedeque, 1970–71, p. 57]
-

“Sejam companheiras de Cristo, e Ele se achegará a vocês e será seu melhor amigo. Não existe amigo melhor do que Cristo." 
- William R. Bradford -

(Artista da Imagem: A.R. Kennington - Pinturas à venda.)

sábado, 25 de dezembro de 2010

♥ Ó Noite Santa!

 25 de Dezembro de 2010 
Ó Noite Santa!

Ó Noite Santa, de estrelas fulgurantes
Ó linda noite em que Cristo nasceu.
Estava o mundo, pecador, errante
Até que Cristo à Terra apareceu.
As almas gozam nova esperança
Em clara aurora nova luz se ergueu.
Ajoelhai, ouvi a voz dos anjos,
Ó Noite Santa, em Belém, Cristo nasceu,
Ó Noite Santa, Cristo nasceu.
Com corações, alegres nos curvamos
aqui no berço de Cristo, Jesus.
Magos, também, chegaram do Oriente
Guiados por uma estrela do céu.
O Grande Rei, nascido pobremente 
Eterno amigo se revelará.
Nossas fraquezas, Cristo bem conhece,
Ó eis, aqui, Vosso Rei,
Vinde adorar!
Ó Noite Santa, Cristo nasceu.
Noite divina, Noite sagrada, 
Ó Bela Noite de paz e amor.
Nós também entoaremos 
Lindas canções de amor e louvor,
Com santos e com anjos lá do alto, 
Iremos juntos com amor cantar.
Quão divinal é a noite de natal,
Ó vinde, todos, ajoelhar, Cristo nasceu, 
Ó Noite Santa, Cristo nasceu!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

♥ Fé - a Escolha É Sua

 24 de Dezembro de 2010 
FÉ - a Escolha É Sua

"Devido aos conflitos e problemas que enfrentamos no mundo atual, gostaria de sugerir uma escolha única, uma escolha de paz e de proteção e uma escolha adequada a todos. Essa escolha é a fé. Estejam cientes de que a fé não é um dom gratuito concedido sem que pensemos, desejemos ou nos esforcemos. Ela não nos chega como o orvalho que cai do céu. O Senhor disse: “Vinde a mim” (Mateus 11:28) e “Batei, e [dar]-se-vos-á” (Mateus 7:7). Esses verbos são de ação: “vir” e “bater”. Tratam-se de escolhas. Portanto, eu digo: escolham a fé. Escolham a fé em vez da dúvida; escolham a fé em vez do medo; escolham a fé em vez do desconhecido e do invisível, e escolham a fé em vez do pessimismo. [...] 

Sim, a fé é uma escolha, e ela precisa ser buscada e desenvolvida. Portanto, somos responsáveis por nossa própria fé. Também somos responsáveis por nossa falta de fé. A escolha é sua.

Quando os discípulos perguntaram a Jesus por que não conseguiam expulsar um demônio, como tinham visto o Salvador fazer, Jesus respondeu: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá, e há de passar” (Mateus 17:20). Nunca vi uma montanha de verdade ser movida. Mas, graças à fé, já vi uma montanha de dúvida e desespero ser removida e substituída por esperança e otimismo. Graças à fé, testemunhei pessoalmente uma montanha de pecado ser substituída pelo arrependimento e perdão. E graças à fé, testemunhei pessoalmente uma montanha de dor ser substituída pela paz, esperança e gratidão. Sim, já vi montanhas serem movidas."


- Bispo Richard C. Edgley - 


(Discurso na Íntegra - "Fé - a Escolha É Sua" - Bispo Richard C. Edgley, A Liahona Novembro de 2010, Páginas 31-33)

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

♥ Por Aquilo Que Realmente Somos

 23 de Dezembro de 2010 
Por Aquilo Que Realmente Somos

"Precisamos de um cônjuge bondoso que não vai contar nossas rugas, recordar nossas tolices nem fraquezas; (...) precisamos de um cônjuge amoroso com quem tenhamos sofrido, chorado, orado e adorado; alguém com quem tenhamos sofrido tristezas e decepções, alguém que nos ame pelo que somos e pretendemos ser, em vez do que aparentamos em nossa frágil carapaça exterior."
- Spencer W. Kimball - 


quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

♥ Para Fazer Bem Feito

 22 de Dezembro de 2010 
Para Fazer Bem Feito

"O amor inclui pureza, progresso, sacrifício e altruísmo. Esse tipo de amor nunca se cansa ou enfraquece, mas continua a viver em meio a enfermidades e pesares, pobreza e privações, triunfos e decepções, no tempo e na eternidade."
- Spencer W. Kimball - 

"Ame muitas coisas, porque em amar está a verdadeira força. Quem ama muito conquistará muito, e o que for feito com amor estará bem feito."
- Vincent Van Gogh -