
Não Julgueis Injustamente
Élder Dallin H. Oaks
“Como estudioso dos escritos sagrados e ex-juiz, sempre tive especial interesse pelas muitas escrituras que se referem ao ato de julgar. Ficava intrigado ao ver que algumas delas nos ensinam a não julgar, ao passo que outras nos instruem que devemos julgar e até nos dizem como fazê-lo.
Mas ao estudar tais passagens, cheguei à conclusão de que essas orientações aparentemente contraditórias são bastante coerentes quando vistas por uma perspectiva eterna. A chave é compreender que existem dois tipos de julgamentos:
Julgamentos finais, que nos são proibidos e julgamentos intermediários, que somos instruídos a fazer, mas de acordo com princípios justos”.
Nosso Evangelho é de grandes expectativas; então o que podemos fazer para abster-nos desses e de todas as outras formas de “julgamento injusto”?
- Todos temos fraquezas e incapacidades.- Todos precisamos nos arrepender.
- Todos precisamos da misericórdia de Jesus Cristo.
Quando reconhecemos isso, é mais difícil julgarmos os outros. Quando formos tentados a julgar injustamente, seja pela aparência, pelas tradições ou qualquer outra forma devemos fazer a nós mesmos algumas perguntas:
• Conheço todos os fatos?
• Conheço todas as circunstâncias?
• Conheço seu coração?
• Sei o que a pessoa estava sentindo?
• Estou isento de culpa?
• Estou atirando pedras que me podem ser devolvidas?
• Como quero que o Senhor me julgue?
Se quisermos que o Senhor nos julgue não apenas com perfeita justiça, mas também com infinita misericórdia, então precisamos fazer o mesmo em relação ao nosso julgamento das outras pessoas. Quanto mais nos concentrarmos em vencer as fraquezas, menos espaço haverá para julgarmos ou criticarmos nosso próximo.
Examinemos cuidadosamente nossa coração e avaliemos nossa condição de discípulos do Salvador.
Que possamos eliminar de nossa vida toda forma de julgamento injusto, para podermos desfrutar do doce Espírito do Senhor com maior abundância e assim partilhar da Expiação de Jesus Cristo, que nos permite vencer o homem natural e nos tornarmos mais semelhantes ao Mestre. ■
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